Minha coleção de hemoglobinas


05/07/2017 tornou-se um dia inesquecível para mim. Ao descer do ônibus que utilizo para ir ao trabalho, pisei em um desnível, caí e torci o tornozelo.

Doeu demais.


Entorse-tornozelo
O motorista foi embora, mesmo tendo visto o que ocorreu pelo espelho retrovisor. Fiquei com aquela sensação de impotência, raiva, vulnerabilidade e outros sentimentos afins.

“Só pode ser um sonho” – foi o meu primeiro pensamento, pois o dia anterior já havia sido tenso.

Sentido uma dor considerável, consegui caminhar os 800 metros até o meu local de trabalho – como o trajeto ficou longo! 

Então notei que havia um grande edema em meu tornozelo esquerdo, em formato de bola, que no laudo do exame foi descrito com o curioso nome “coleção de hemoglobinas”. Felizmente não houve fraturas ou rompimentos, mas diversos estiramentos de ligamentos, edemas, inflamações e todas as dores e sensações que os acompanham, como intensas “agulhadas” e uma espécie de coceira interna (coisas totalmente novas para mim).

Passaram-se praticamente 7 semanas.
Dias de repouso, imobilização, preocupação, compressas de gelo, pesadelos, ansiedade e tensão. As dores e os edemas estão lenta e gradativamente diminuindo, assim como a ansiedade e a tensão.


No início de agosto comecei as sessões de fisioterapia. Nunca imaginei que em tão pouco tempo a amplitude de movimentos fosse tão afetada. Alguns exercícios são desconfortáveis e dolorosos, mas necessários. Assim é também a vida: momentos bons e ruins alternam-se ininterruptamente, com alguns durando mais e outros durando menos.

Não podemos nem conseguimos controlar tudo o que nos acontece – algo desconfortável e desagradável para todos nós (ou pelo menos para a maioria).

Segundo o princípio 90/10 de Stephen Covey, 10% do que ocorre na vida estão relacionados com o que se passa conosco. Os outros 90% estão relacionados com a forma como reagimos ao que nos ocorre. Durante esse tempo (e com uma boa dose de esforço), tenho tentado colocar isso em prática com boas leituras, bom pensamentos, boa música, alimentação e sono adequados (esses 2 últimos são especialmente importantes para a recuperação e para a saúde em geral).

Esse tem sido um tempo pare treinar a disciplina e a concentração, para modificar hábitos alimentares errados (espero ter força de vontade para continuar por esse caminho). E o mais importante: fortalecimento e mais comprometimento espiritual.


“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.
Romanos 8:28

Racionalmente não é fácil pensar dessa forma. Talvez seja até impossível. Mas é assim que quero compreender não só o que ocorreu comigo, mas a vida em geral.

Quantos acontecimentos são casuais?
Quantos são desvios de caminho?
Quantos são livramentos?
Quantos são “coincidências” surpreendentemente incríveis?
Quantos são inicialmente ruins, mas que transformam-se em coisas boas com o passar do tempo?

Não sabemos. Pelo menos por enquanto.


Até a próxima.


Créditos da imagem: yodiyim - Free Digital Photos

Comentários

  1. Pois é Rosana! Coisas assim sempre acontecem conosco e precisamos - usando um jargão popular, fazer do limão uma limonada!

    Continue aproveitando o momento da melhor forma possível e boa recuperação!

    Abraço!

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    Respostas
    1. André,

      Agradeço por seu comentário.

      Você tem toda razão: fazer do limão uma limonada - é o que estou tentando fazer, às vezes consigo, outras não.

      Abraços,

      Excluir

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